Nós Que Aqui Estamos Por Vós Esperamos
Ficha Técnica:
título original:Nós Que Aqui Estamos Por Vós Esperamos
gênero:Documentário
duração:1 hr 13 min
ano de lançamento: 1998
estúdio: Riofilme
distribuidora:
direção: Marcelo Masagão
roteiro: Marcelo Masagão
produção: Marcelo Masagão
música: Wim Mertens
fotografia: Marco Túlio Guglielmoni
direção de arte:
figurino:
edição: Marcelo Masagão
efeitos especiais:
O homem do século XX, o homem arte (cinema, teatro), a evolução das cidades com a transição dos meios de produção do rural para o industrial, a exploração da força de trabalho, a inconstância do ser e as descobertas cientificas em diversas áreas: Einstein, Freud, Nijinski, Picasso.
A evolução da tecnologia influenciando o automobilismo, a guerra e sua indústria bélica. A necessidade em ser mais rápido e eficiente. Dentro de todo esse contexto, a humanidade. Recebendo seus reflexos, impulsionando a riqueza de pouco, sendo levada pelos sistemas dominadores de outros.
Ingredientes determinantes para o caldeirão de loucuras e produção de egos que exaltavam-se, declarando o poder, o egoísmo, a desumanidade, crueldade de uns, em meio a constante resistência e provação de outros, nessa permanente lua do ser, que se confunde com o ter, em meio a sua verdadeira face de monstro e anjo.
Caminhos desencontrados, caminhos que parecem incertos quando falamos em seres perfeitos. Mas, compreensíveis, quando se fala em seres imperfeitos em transição.
“Não se muda quando se vê a luz, mas quando se sente seu calor”
Por menor que sejam os números, grandes são os únicos transformados, por este século de constantes contradições, entre: guerra x paz; amor x ódio; evolução x atraso; riqueza x pobreza; fé x descrença, e aqui estamos. Tanto nos cemitérios quanto na vida, em grande parte, realmente mortos.
Na vida aqui estamos. Tão bem representados pelos poucos avatares que nos dizem para buscar a felicidade, na essência, nos valores nobres, na busca de si. Mas, então! Aqui estamos e por vos esperamos, aqui, em vida, na morte, por quem, como, e onde esperar?
“Os homens criam as ferramentas, e as ferramentas recriam os homens” – McLuhan.
Segundo Sócrates e Platão, estaria dentro. E dentro, poderia ter sido o caminho real que se realmente tivéssemos trilhado, poderia ter sido nosso século diferente, melhor realmente humano. Pois, o século que estamos e todos os outros que sucederam foram períodos do “externo”. O século dos monstros. O século do ápice da crueldade com seus governantes vampiros, insensíveis, demagogos – embora eles sempre existissem – em qualquer que seja seu regime político, - manipulador de mentes fracas, e em evolução. Pena, que seus lideres não lhes trouxeram nada de bom como exemplo.
Então, entre os raros que tentam viver realmente, e que apesar, das adversidades, lutam contra o regime manipulador, contra as distrações que nos são disfarçadamente impostas e a grande multidão, imensidão de mortos, generalizemos, dizendo:
“Nós aqui estamos e por vós esperamos”
E, para onde tudo finda, depois de toda e qualquer caminhada.
O Nome da Rosa
Ficha Técnica:
título original:Der Name Der Rosei
gênero:Ficção
duração:2 hr 10 min
ano de lançamento: 1986
estúdio: Cristaldifilm / France 3 Cinéma / Les Films Ariane / Neue Constantin Film / Zweites Deutsches Fernsehen
distribuidora: 20th Century Fox Film Corporation
roteiro: Andrew Birkin, Gérard Brach, Howard Franklin e Alain Godard, baseado em livro de Humberto Eco
produção: Bernd Eichinger
música: James Horner
fotografia: Ronino Delli Colli
direção de arte:
figurino: Gabriella Pescucci
edição: Jane Seitz
efeitos especiais:
O nome da rosa é um filme que trata de uma narrativa policial e se passa em um mosteiro da Itália medieval. O motivo das investigações seria a morte de sete monges, ao longo de sete dias e noites.
O filme relata uma história ocorrida no ano de 1327-século XIV, em um mosteiro Italiano que continha o maior acervo cristão do mundo. A trama gira em torno de uma misteriosa biblioteca, a qual, poucos monges tinham acesso autorizado por nela conterem muitas relíquias.
No filme, foi designado para desvendar os tais crimes ocorridos no mosteiro, um monge Franciscano Renascentista, interpretado pelo ator Sean Conery, que com sua postura humanista e racional, consegue desvendar os mistérios escondidos por trás de cada crime cometido. Os mortos eram encontrados com algumas características em comum, tais como, a língua e os dedos roxos e, no decorrer percebemos que todos eles tinham em comum um misterioso livro, o qual continha supostamente páginas envenenadas, trazendo perigo para quem informasse o conteúdo da sua leitura.
O livro tinha como autor o filósofo Aristóteles, e tratava sobre o riso. Como diz ao final Jorge de Burgos, o velho bibliotecário, acerca do texto de Aristóteles, “a comédia pode fazer com que as pessoas percam o temor a Deus e, portanto, faz desmoronar todo esse mundo”.
É importante ressaltar que, ao mesmo tempo em que ocorriam as investigações contra o responsável pelas mortes, o período vivenciado passava por várias transformações, tanto na esfera econômica, social e política, quanto na religiosa. A igreja não permitia que pessoas comuns tivessem o livre acesso ao significado dos seus dogmas, para que os mesmo não questionassem ou fossem contra eles.
O período Renascentista que se formava naquela época, vinha de encontro com os ideais da igreja, pois, o Renascimento pregava a valorização do homem e da natureza, em oposição ao divino e ao sobrenatural.
Dessa forma, o monge intelectual renascentista, a partir de um novo método de investigação, utilizou-se da ciência e conseqüentemente da razão para dar solução aos crimes cometidos, óbvio não agradando a todos, pois utilizando a ciência como instrumento de apoio, ia de encontro com os ideais cristãos.
Em relação à biblioteca misteriosa, entendi que ali continham obras que não estavam devidamente interpretadas no contexto do cristianismo medieval e seu acesso era restrito, porque ali havia um saber estritamente pagão que poderia ameaçar a doutrina cristã. A biblioteca era uma espécie de labirinto, onde quem conseguisse chegar ao seu final estaria morto e a informação restrita a poucos, prova a representação de dominação e poder que a igreja apresentava na época.
Equipe:Adriana Rosário, Bruna Cecilia, Ezequiel Borges, Luziane, Maristela Aleluia, Tânia Barros