terça-feira, 25 de outubro de 2011

Emoções na Psicologia

  As emoções têm sido objeto de estudos, ou pelo menos, ponto importante destes, ao longo da história da humanidade. Por isso, falar das emoções nos remete a inúmeras teorias, bem como às várias definições e classificações que lhes foram dadas.
  Diante dessa diversidade, vejamos as emoções na perspectiva da Psicologia, sob a ótica de Freud, autor e fundador da Psicanálise. Esta teoria propõe a compreensão do homem enquanto sujeito do desejo, sujeito da falta, que vive permanentemente no campo da incompletude.
  O que se quer dizer é que, o homem está sempre em busca de algo. Freud demonstra essa dinâmica através do Estatuto do Desejo, onde há sempre um desejo ou desejos que se fundamentam na falta.
  Voltemos agora às emoções, conceito que Freud amplia para Afetos. Estes estão envolvidos nesse processo do Estatuto do Desejo, posto que são eles que vão impulsionar, ou não, o movimento do ser humano para satisfazer cada desejo, a fim de suprir a falta.
  Desta forma, coloca-se que os afetos podem ser de dois tipos: prazerosos ou desprazerosos. Aos prazerosos a psicanálise se refere como sendo pulsões de vida ou de Eros , estas levam o ser humano ao movimento: “São minhas impossibilidades que me excitam.” (Mª Lourdes Ornellas), entende-se então que, se eu me excito, eu vou investir, o que gera movimento no sentido de alcançar o prazer , neste caso envolve sentimentos como a alegria e a raiva.
  Por conseguinte, os desprazerosos são chamados de pulsões de morte ou de Thanatos , que envolvem sentimentos de medo, angústia e tristeza, resultando muitas vezes na paralisação do indivíduo. Observa-se então a ambivalência do Afeto, a qual Lacan, numa releitura de Freud, demonstra com o silogismo Amódio, que é o que nos move. Onde o amor, não é o romântico, mas é o prazer e o ódio o desprazer. Podemos ainda esclarecer as diferenças entre os conceitos de sentimento e afeto nessa perspectiva, como sendo o primeiro algo mais duradouro, como manifestações finais dos afetos e suas significações, e os afetos ou emoções mais efêmeros.
  Já dizia Freud: “Tudo que nos cerca provoca um desejo de afastamento ou de aproximação, e estes desejos, mesmo que não sejam realizados, constituem a experiência afetiva de cada um.”, sendo assim a emoção é uma experiência afetiva que aparece de maneira brusca e que é desencadeada pelo objeto desse desejo.
  O que a psicanálise propõe então no Estatuto do Desejo e nos conceitos de pulsão, é a importância do afeto na vida cotidiana, posto que são os afetos de cada sujeito que vão estruturá-lo, visto que passamos a vida transando com esses dois afetos: Eros e Thanatos, e vinculando-os às nossas vivências.

Equipe: Adriana Rosario, Bruna Cecilia, Denise Moraes, Ezequiel Borges, Luziane, Maristela Aleluia, Tânia Barros

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